Os fertilizantes minerais de solo são a base da nutrição de lavouras de milho, soja, pastagem, cana-de-açúcar e café. Aqui você encontra formulações NPK para plantio e cobertura, Ureia Agrícola, Sulfato de Amônio, Fosfato Natural Reativo e sulfatos — todos os macronutrientes que sua lavoura precisa em cada fase.
Use os filtros para encontrar o fertilizante certo pelo nutriente, formulação ou cultura. Dúvida sobre dose ou escolha? Consulte o guia técnico abaixo.
















A adubação de plantio vai diretamente ao sulco, junto com a semente — o foco é fósforo e potássio para o estabelecimento da planta. A adubação de cobertura é aplicada depois do plantio sobre o solo ou a lanço — o foco é nitrogênio para o crescimento vegetativo e enchimento de grãos. Um erro comum é usar o mesmo NPK para as duas fases: formulações com alto N no plantio aumentam o risco de salinidade na semente. Para plantio, priorize NPKs com baixo N e alto P, como o NPK 04-20-20. Para cobertura, priorize fontes concentradas de N, como o NPK 20-00-20.
A análise de solo é o único guia confiável para escolha do NPK. Solo com fósforo baixo e potássio médio pede NPK com alto P e K moderado. Solo corrigido e fértil aceita formulações equilibradas. Para lavouras de milho e soja em solos de cerrado com boa fertilidade de manutenção, o NPK 15-15-15 é referência de uso amplo. Para estabelecimento de pastagem em solo com fósforo muito baixo, o NPK 06-30-20 — com alto teor de P — promove enraizamento mais rápido e stand mais uniforme.
A Ureia Agrícola (46% N) é a fonte de nitrogênio mais concentrada e de menor custo por quilo de N, ideal para cobertura em milho e pastagem. O risco é a volatilização de amônia — aplique sempre com previsão de chuva em 24h ou incorpore ao solo. O Sulfato de Amônio Farelo (21% N + 24% S) tem volatilização muito menor e ainda fornece enxofre — nutriente frequentemente esquecido e que está diretamente ligado à qualidade proteica dos grãos. Para solos deficientes em S ou em regiões com histórico de chuvas irregulares, o sulfato é a escolha mais segura.
O Fosfato Natural Reativo é uma fonte de fósforo de liberação gradual — dissolve-se lentamente no solo ácido e alimenta a cultura por mais de uma safra. É a opção de menor custo por unidade de P e se adapta muito bem a solos ácidos do cerrado (pH 4,5–5,5), onde a reatividade é maior. A desvantagem é que não funciona em solos com pH corrigido acima de 6,0 — neste caso, prefira superfosfato simples ou MAP. Use o fosfato natural reativo em fosfatagem corretiva (aplicação a lanço antes do plantio), não em adubação de linha onde o contato com a semente é direto.
A dose de fertilizante mineral deve seguir a recomendação agronômica baseada na análise de solo, produtividade esperada e exportação de nutrientes pela cultura. Como referência geral: milho de alta produtividade (150 sc/ha) exporta cerca de 75 kg de N, 30 kg de P₂O₅ e 22 kg de K₂O por hectare — o programa de adubação precisa repor o que sai mais o que o solo não supre. Doses excessivas não aumentam produtividade e representam prejuízo direto. Realize análise de solo a cada 1 a 2 safras e ajuste as formulações conforme a resposta da lavoura. Veja a linha completa de fertilizantes minerais disponível para montar o programa de adubação completo.
Fertilizante mineral simples fornece apenas um nutriente principal — por exemplo, a Ureia Agrícola (só nitrogênio) ou o Fosfato Natural Reativo (só fósforo). Fertilizante mineral misto combina dois ou mais nutrientes em um só grânulo — como as formulações NPK (nitrogênio + fósforo + potássio). O simples permite controle preciso de cada nutriente de forma independente; o misto é mais prático para adubação de plantio e manutenção quando todos os nutrientes são necessários ao mesmo tempo.
Para milho no plantio, o ideal é uma formulação com baixo nitrogênio e alto fósforo e potássio — o N em excesso no sulco de plantio aumenta o risco de salinidade e prejudica a germinação. As formulações mais usadas no Cerrado são NPK 04-20-20, 02-20-20 e 05-25-25. A quantidade por hectare depende da análise de solo; em solos de cerrado com fertilidade média, 300 a 400 kg/ha de NPK 04-20-20 no sulco é um ponto de partida comum, complementado com adubação nitrogenada de cobertura (ureia ou sulfato de amônio) em V4-V6.
O Sulfato de Amônio tem perda muito menor — a forma amoniacal (NH₄⁺) se fixa mais facilmente ao complexo de troca do solo. A ureia precisa ser hidrolisada antes de virar amônio, e nesse processo há janela de volatilização de amônia (NH₃) para a atmosfera — especialmente em superfície, alta temperatura e sem chuva. A regra prática: se não houver previsão de chuva em 24-48h após a aplicação, o sulfato de amônio é mais seguro. A vantagem da ureia é o custo menor por quilo de N e a praticidade de transporte (menor volume por unidade de N).
Depende do solo e da urgência. O Fosfato Natural Reativo tem liberação lenta — ideal para fosfatagem corretiva em solos ácidos (pH abaixo de 5,5), onde a acidez acelera a dissolução. O superfosfato triplo é solúvel imediatamente e funciona em qualquer pH. Para uma lavoura que precisa de fósforo disponível já no primeiro ciclo, o superfosfato é mais eficiente. Para uma estratégia de médio prazo — corrigir o estoque de P no solo ao longo de 2 a 3 safras — o fosfato natural reativo é mais econômico e tem efeito residual importante.
Sim, com ressalvas. A aplicação a lanço é eficiente para potássio e, em menor escala, para nitrogênio — ambos têm boa mobilidade no solo. O fósforo, porém, é praticamente imóvel e precisa estar próximo à raiz para ser absorvido. Por isso, formulações com alto P aplicadas a lanço têm eficiência menor do que as aplicadas no sulco. Para cobertura nitrogenada a lanço em milho (V4-V6), o NPK 20-00-20 é bem adequado — sem fósforo para desperdiçar na superfície, com N e K em proporções equilibradas para o crescimento vegetativo.
Sim. O Sulfato de Amônio tem índice de acidez equivalente de +110 (em equivalente de CaCO₃) — significa que por cada 100 kg aplicados, o solo precisa de cerca de 110 kg de calcário para neutralizar a acidificação gerada. Em solos de cerrado que já tendem à acidez, o uso intensivo e prolongado sem calagem pode baixar o pH de forma relevante. O manejo correto é monitorar o pH a cada safra e incluir o sulfato de amônio no cálculo de necessidade de calagem. A vantagem compensa: o enxofre (24% S) que o sulfato fornece reduz a necessidade de outras fontes de S.
O cálculo parte da análise de solo: ela indica quanto de P, K e micronutrientes está disponível. A partir daí, o agrônomo calcula a diferença entre o que o solo tem, o que a cultura exporta (baseado na produtividade esperada) e a eficiência de cada fertilizante. Como referência rápida para milho de 120 sc/ha: ~300-400 kg/ha de NPK no plantio (formulação com alto P) + 100-150 kg/ha de ureia em cobertura (dividida em 2 aplicações). Para soja: ~250-350 kg/ha de NPK no plantio. Esses números são apenas pontos de partida — a análise de solo individual é insubstituível para calibração precisa.
Misturar ureia com NPK contendo superfosfato simples ou MAP pode gerar reações que aumentam a volatilização de amônia — a umidade que o superfosfato libera ativa a hidrólise da ureia ainda no saco ou no tanque. Se precisar aplicar junto, misture no campo imediatamente antes da aplicação, nunca armazene a mistura. A mistura de Ureia Agrícola com KCl (cloreto de potássio) também gera higroscopicidade alta e deve ser aplicada no mesmo dia. A regra prática: misture só o que for aplicar no dia e em formulações testadas por compatibilidade.